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E já passou
Parece que consegui ser um dos poucos resistentes desta época. Eu, fui capaz de passar a época de Natal sem referir, nem falar nenhuma vez dele. Para muitos isto até pode parecer fácil, e essas pessoas têm toda a razão, já que não implica muito trabalho físico nem trabalho mental (factor determinante em muitos dos casos).
Tem apenas um senão, traz algumas dores de cabeça, devido ao facto das pessoas estarem sempre a perguntar aonde está o meu espírito natalício, a minha alegria nesta época, os enfeites de natal na casa, o pai natal na varanda a tentar subir/descer. Aí está uma figura interessante, é que eu no outro dia vi um que se mexia, tinha cerca de 1,78m e trazia ouro no saco em vez dos habituais carros telecomandados e as bonecas. Reparei também que ele trouxe uma escada grande e em vez de entrar pela chaminé, decidiu forcar a porta com o pé de cabra e depois de sair da casa vinha mais carregado do que quando entrou. Depois de discutir essa cena com os transeuntes, concluímos que ele deveria trazer os plásticos e aquela esferovite toda que ocupa muito mais espaço depois de desmontada, ou seja, era um pai natal que até limpava a casa.
Balla e Bullet
Afinal isto do estudo até pode ser bastante lucrativo e informativo. Partindo do pressuposto de que todas as pessoas estudam com música, então ainda mais lucrativo o é. É que para além de uma pessoa aprender aquilo que está a estudar também faz novas descobertas a nível musical.
A minha última descoberta foi os Balla e o seu novo album “A nova mentira”. A banda de Armando Teixeira demonstra aquilo que melhor se faz em Portugal em termo de pop e electrónica. Ele volta aqui a provar a sua genialidade, compondo ele próprio responsável pela composição, gravação e produção de todo o disco.
Outra das descobertas foi os Bullet, também de Armando Teixeira (isto é que deve ter sido uma trabalheira a pensar nos nomes para as bandas), desta vez numa vertente mais hip-hop, com alguns toques de jazz, soul e funk. Desta vez um projecto mais para o instrumental mas com a presença de bastantes convidados a nível vocal.
Sem duvida alguma, duas bandas a ter em conta no panorama musical português
5 de Outubro
Neste momento encontro-me a gozar os últimos minutos deste feriado e ao mesmo tempo a fazer a contagem decrescente para o fim-de-semana – não sei se deva fazer a contagem e logo de seguida comer umas passas, porque além de não ter passas em casa não sei qual o número que se come quando se vai entrar para fim-de-semana.
E como todos os feriados este também se festeja algo de especial, neste caso é a implantação da República Portuguesa em 1910.
Por breves instantes ainda pensei em contar a história deste dia, mas depois deduzi que toda a gente saiba o que se passou neste dia. A única coisa que podia acontecer era não saberem o significado da palavra “da”, já que todas as outras são extremamente fáceis.
Outros dos motivos para não contar a história, deveu-se ao facto dela ser bastante comprida (visto que tinha que contar mais de 700 anos de história até chegar aos nosso dias e pode parecer que não, mas era capaz de cansar um bocado escrever sobre tanto coisa e ao mesmo tempo, isto poderia tornar-se um bocado maçador, se é que ainda não se tornou).
Ficamos apenas na mente que hoje é mais um feriado e que, como tal, não devemos trabalhar muito. Para quem já não faz nada, é apenas mais um dia em que se quisermos podemos ligar a televisão e ver um bonito discurso por parte do nosso Presidente.
Ovos do Porto
Depois de um fim-de-semana como este tem sido, eu dou por mim a pensar se saltei no tempo e encontro-me agora no Inverno, porque se não me falta a memória, isto é suposto ser Verão.
Se bem me lembro, das aulas de Ciências; agora vamos ver se estive atento às aulas, por estas alturas não era suposto chover, trovejar, ou até mesmo caírem bolas de “granizo do tamanho de ovos”. Se ainda fossem ovos ainda se compreendia, pois isso acontece com bastante frequência no Verão. E não me venham dizer que eu estou agora a inventar coisas, porque isso foi provado por cientistas (apesar de não serem cientistas de muita confiança, já que um deles foi alcoólico).
Outra coisa que aprendi nas aulas de Ciências é que os seres humanos produzem uma substancia que consiste em de cloreto de sódio e ureia em solução, para os leigos, é também conhecido como suor; e eu reparei que estava todo a transpirar, que fiquei com a camisola toda encharcada ao fazer desporto (o suor pode ter sido do desporto, ou porque eu estava a andar à chuva). Uma pessoa faz a sua caminha habitual e fica logo toda “ensopada”.
É que hoje em dia o tempo cada vez está mais complicado, ou seja, isso significa que o Porto vai ganhar hoje.
Não fiz nada
Hoje em dia os tempos estão cada vez mais difíceis. É que não é a falta de respeito que existe, mas também as pessoas não têm vergonha nenhuma, são capazes de acusar uma pessoa por quase nada.
Não pensem que vou falar lá dos casos de corrupção no futebol ou até noutras áreas, sei que é difícil de acreditar, mas existe corrupção noutras áreas. E não fui eu que disse isso, por isso não me acusem disso.
Até ontem eu pensava que nunca se seria acusado por não fazer nada. Mas estava redondamente enganado. Então não é que eu fui acusado de trabalhar pouco, só porque não me apetece fazer nada. E eu, que até sou uma pessoa gosta muito de trabalhar, temos é o problema de essa vontade não aparecer muitas vezes.
Eu sei que parece uma piada aquilo que estou a dizer, porque normalmente, coisas destas só acontecem nos filmes e desenhos animados, mas aconteceu-me a mim.
É este o país que temos, um país onde somos acusados por não fazer nada.
A maior invenção Portuguesa de todos os tempos
A maior invenção Portuguesa de todos os tempos é sem dúvida alguma o tacho. E não estou a falar do tacho onde as vossas mães fazem o almoço, mas sim aquilo que dá emprego a muita gente. Também por muitos conhecido por cunha é a expressão popular usada em Portugal para definir o tráfico de influências (pois é, eu tenho um dicionário e fui consultá-lo). Poucos são os portugueses que não sabem o que isso é, mas apenas alguns sabem arranjar tachos de qualidade, não aqueles que ganham ferrugem, mas aqueles que duram para toda a vida, daqueles que quando tivermos filhos também sirvam para eles. O tacho resulta tão bem em Portugal por isso vai continuar a existir por muito, muito, muito, ….
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