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Diabo = Meu Amigo

Neste momento acho que posso afirmar sem dúvida alguma que me sinto preocupado. Já o estou acerca de 6 minutos, que foi a altura em que reparei numa coisa gravíssima! E não pensem que estou assim por ter descoberto agora que vou ter quatro testes esta semana, apesar de isso ser motivo mais que suficiente para me preocupar e levar-me quase à loucura, loucura essa que se encontra presente todos os dias, mas sempre de uma forma saudável (se é que isso existe).
Começo o dia normalmente, faço tudo que costumo fazer nos outros dias, até que, reparo que ninguém me veio perguntar como é que sei que se um assalto for simples, ele perde a piada toda. Já passou uma semana desde que escrevi tal coisa e ainda ninguém se deu ao trabalho de me perguntar como é que eu sei isso tudo.
Agora questiono-me o porquê de a tal pergunta ainda não ter sido feita. E a resposta mais evidente que me vem logo à cabeça: já toda a gente sabe que os assaltos precisam de ter piada por experiência própria. É tão simples quanto isso. Não precisei cá de meditar muito nem nada. Foi mesmo enquanto o diabo (meu grande amigo, conhecemos-nos desde o tempo do jardim de infância) esfregava um olho.
Mas não pensem que eu fiquei preocupado com tal resposta, apenas fiquei preocupado por não me terem feito a pergunta. Que isso da criminalidade não me afecta muito – já que as vezes que sou assaltado são tão poucas que nem me lembro quando foi a última vez. O que me deixa preocupado é não me fazerem a pergunta porque, muito provavelmente, pensam que eu não vou dar respostas credíveis – que apesar de acontecer na maior parte dos casos, ainda existe algumas vezes em que não se verifica.

É bem bom!

Agora sim, parece mesmo que vale a pena dizer mal dos professores. Por momentos pensei que dizer mal de uma pessoa e apontar defeitos só tinha pontos negativos, mas parece que não é bem assim. É que para além de uma pessoa ficar mais leve do espírito e da mente (pode parecer que não, mas deixar aquilo tudo acumulado deixa-nos mais fisicamente, daí eu ser bastante magro, digo tudo o que tenho a dizer e depois fico sem nada para mim) também torna a vida mais fácil.
Mas o factor emagrecimento nem é o mais importante, o mais importante é depois de deitar-mos tudo cá para fora, e de quase envergonhar-mos o stor de tanto dizer mal dele, ele ainda tem a amabilidade de nos fazer testes de uma facilidade indescritível. Quer dizer, eu podia descrevê-los, mas era capaz de demorar um certo tempo e isso é coisa que não tenho muito.
Até estou a pensar em fazer isso em todas as disciplinas (até nem era má ideia), só espero é que reajam todos da mesma maneira. É que eu era capaz de ficar um pouco para o aborrecido se em vez de fazerem testes mais fáceis, fizessem ainda mais difíceis. Isso é que não, senão temos revolução.

Fui roubado!

Neste momento encontro-me ligeiramente para o decepcionado, cansado também mas não existe qualquer relação entre os dois, a menos que consideremos que os dois são palavras, aí já existe uma certa relação de parentesco.
Encontro decepcionado porque descobri que ainda não foi este ano, que tive o privilégio de receber o Nobel da Paz. Já o espero à 16 anos e até hoje, por incrível que pareça, ainda não recebi nenhum (o Nobel da Literatura, esse já o recebi por duas ou três ocasiões e não é por isso que me encontro mais feliz).
É que eu não compreendo o motivo de ter eu ter ficado para trás em relação ao Sr. Al Gore. Se formos a ver bem, ele apenas nos disse que as alterações climáticas nos vão matar a todos e depois até fez um filme todo engraçado. Não me disse nada que eu não soubesse e acho que isso não contribuiu para a paz, pelo contrário, até fez com que eu começasse a bater nas pessoas por estarem a poluir o ambiente.
Agora se formos analisar o meu caso, eu não fiz nada que incentivasse a guerra (a não ser bater nalgumas pessoas mas isso foi tudo culpa do Sr. Al Gore), também não fiz nada para acabar com ela, isso é verdade, mas também uma pessoa não pode fazer tudo logo de uma só vez caso contrário é capaz de ficar um bocado para o cansadito.

Tristeza

Depois das graves acusações das quais fui alvo, a semana tem vindo a melhorar. Basicamente esta era a frase que eu queria estar a dizer, mas se a dissesse estaria a mentir. E depois, para além de ser acusado de fazer pouco, ainda era acusado de mentir.
Estas semanas têm sido do pior, é que depois das acusações de fazer tudo aquilo que qualquer pessoa que trabalha muito deve fazer nas férias: descansar, fui surpreendido com terríveis notícias. Se já não chegasse a terrível notícia (não foi aquele avião que caiu no Brasil que isso não me afecta assim muito); à alguns meses tivemos a notícia de que as fantásticas Spice Girls iriam voltar (aqui temos o mau); esta semana tive a notícia de que os Backstreet Boys também iam voltar (aqui temos o muito mau).
Com notícias dessas qualquer pessoa fica abalada, ficando até a pensar duas ou três vezes se é melhor cortar os pulsos ou pedir a outra pessoa para os cortar. Ainda à pouco vi um surdo a pensar se seria boa ideia fazer o mesmo (para quem não sabe, um surdo não consegue cortar os pulsos, por isso é que sente a necessidade de pedir aos outros para o fazer).

Mas não é só de más notícias que esta semana foi feita (ainda hoje é quarta). Hoje tive a enorme felicidade de descobrir um filme maravilhoso, bem merecedor de um Óscar.
Já lá vão alguns anos de computador e nunca tive a felicidade de conseguir jogar o fantástico: Minesweeper. Bem sei que podia ter lido as instruções, mas nunca pensei que isso fosse ajudar.
O filme encontra-se aqui disponível e acho que se não fosse este senhor e o seu blog, eu ficaria sem saber o quão bom é o Minesweeper.

Não fiz nada

Hoje em dia os tempos estão cada vez mais difíceis. É que não é a falta de respeito que existe, mas também as pessoas não têm vergonha nenhuma, são capazes de acusar uma pessoa por quase nada.
Não pensem que vou falar lá dos casos de corrupção no futebol ou até noutras áreas, sei que é difícil de acreditar, mas existe corrupção noutras áreas. E não fui eu que disse isso, por isso não me acusem disso.
Até ontem eu pensava que nunca se seria acusado por não fazer nada. Mas estava redondamente enganado. Então não é que eu fui acusado de trabalhar pouco, só porque não me apetece fazer nada. E eu, que até sou uma pessoa gosta muito de trabalhar, temos é o problema de essa vontade não aparecer muitas vezes.
Eu sei que parece uma piada aquilo que estou a dizer, porque normalmente, coisas destas só acontecem nos filmes e desenhos animados, mas aconteceu-me a mim.
É este o país que temos, um país onde somos acusados por não fazer nada.