Arquivo de Novembro, 2007|Página de arquivo mensal

Diabo = Meu Amigo

Neste momento acho que posso afirmar sem dúvida alguma que me sinto preocupado. Já o estou acerca de 6 minutos, que foi a altura em que reparei numa coisa gravíssima! E não pensem que estou assim por ter descoberto agora que vou ter quatro testes esta semana, apesar de isso ser motivo mais que suficiente para me preocupar e levar-me quase à loucura, loucura essa que se encontra presente todos os dias, mas sempre de uma forma saudável (se é que isso existe).
Começo o dia normalmente, faço tudo que costumo fazer nos outros dias, até que, reparo que ninguém me veio perguntar como é que sei que se um assalto for simples, ele perde a piada toda. Já passou uma semana desde que escrevi tal coisa e ainda ninguém se deu ao trabalho de me perguntar como é que eu sei isso tudo.
Agora questiono-me o porquê de a tal pergunta ainda não ter sido feita. E a resposta mais evidente que me vem logo à cabeça: já toda a gente sabe que os assaltos precisam de ter piada por experiência própria. É tão simples quanto isso. Não precisei cá de meditar muito nem nada. Foi mesmo enquanto o diabo (meu grande amigo, conhecemos-nos desde o tempo do jardim de infância) esfregava um olho.
Mas não pensem que eu fiquei preocupado com tal resposta, apenas fiquei preocupado por não me terem feito a pergunta. Que isso da criminalidade não me afecta muito – já que as vezes que sou assaltado são tão poucas que nem me lembro quando foi a última vez. O que me deixa preocupado é não me fazerem a pergunta porque, muito provavelmente, pensam que eu não vou dar respostas credíveis – que apesar de acontecer na maior parte dos casos, ainda existe algumas vezes em que não se verifica.

O raio da chuva!

Sim, tudo bem que uma chuva já fazia falta para este país. Mas daí a ter que chover quando eu ando na rua não faz grande sentido. Eu sei que é importante regar os campos, porque as culturas precisam de crescer e tudo mais, mas ter que chegar ao ponto de eu me molhar para que isso aconteça não está bem.
Em vez de chover de dia, podia muito bem chover à noite, já que assim não incomodava muito gente. Era capaz de dificultar a vida aos ladrões porque assim as janelas estavam mais escorregadias para se apoiarem, mas também se fosse muito simples fazer um assalto perdia a piada toda. Isso levaria a uma diminuição dos assaltos – que seria algo catastrófico, seria quase como um Apocalipse dos nossos tempos.
Não pensem que eu não gosto da chuva, porque eu até gosto muito (dá para ver um bom filme, ouvir um bom álbum e ver a chuva a cair). Gosto muito, desde que não esteja a levar com ela na cara ou em qualquer outra parte do corpo.
Mas isso tudo depende do ponto de vista, porque é preferível apanhar com chuva quando se anda na rua, do que apanhar com ela quando se está em casa.

Eram 4 ou 5 por dia

Bem, hoje já me posso dar por satisfeito, já realizei a minha boa acção do mês – é costume realizar-se uma boa acção por dia mas eu faço uma por mês porque um amigo meu chega a realizar 4 ou 5 por dia, por isso acaba por compensar aquelas que não faço. Mas mesmo assim não deixo de fazer a minha boa acção mensal.
E ela acabou por ser hoje. Andava eu pela rua, quando me vieram pedir ajuda. Sendo eu uma pessoa muito prestável decidi atender ao pedido (porque até era uma coisa relativamente fácil). Pretendiam saber a localização de um certo sítio e eu indiquei-lhes sem problemas nenhuns, tendo mesmo recebido um obrigado por tal informação.
Nisto de pedir indicações, uma coisa que me mete alguma impressão é quando vamos pedi-las e começam logo com: “Amigo, não há nada que enganar!”, quando isso acontece já sabemos que nos vai mandar por uma rua qualquer (muitas vezes em terra batida, mais conhecida por atalho), que só essa pessoa conhece.
Outra das indicações bastante gira de se dar é dizer que não é daquela zona – isto resulta em todas as situações, mesmo quando se está a sair de casa e vêm logo perguntar-nos. Basta dizer que não somos da zona que não somos mais incomodados.

É bem bom!

Agora sim, parece mesmo que vale a pena dizer mal dos professores. Por momentos pensei que dizer mal de uma pessoa e apontar defeitos só tinha pontos negativos, mas parece que não é bem assim. É que para além de uma pessoa ficar mais leve do espírito e da mente (pode parecer que não, mas deixar aquilo tudo acumulado deixa-nos mais fisicamente, daí eu ser bastante magro, digo tudo o que tenho a dizer e depois fico sem nada para mim) também torna a vida mais fácil.
Mas o factor emagrecimento nem é o mais importante, o mais importante é depois de deitar-mos tudo cá para fora, e de quase envergonhar-mos o stor de tanto dizer mal dele, ele ainda tem a amabilidade de nos fazer testes de uma facilidade indescritível. Quer dizer, eu podia descrevê-los, mas era capaz de demorar um certo tempo e isso é coisa que não tenho muito.
Até estou a pensar em fazer isso em todas as disciplinas (até nem era má ideia), só espero é que reajam todos da mesma maneira. É que eu era capaz de ficar um pouco para o aborrecido se em vez de fazerem testes mais fáceis, fizessem ainda mais difíceis. Isso é que não, senão temos revolução.

O dia depois do Halloween

Finalmente descobri porque motivo o dia de Halloween apenas se realiza uma vez por ano e não uma vez por mês, como alguém me disse que devia de ser.
Até que nem era mau ir uma vez por mês pedir doces casa a casa – os dentista até eram bem capazes de agradecer e apoiar esse movimento, a não ser que fossem dentista que não quisessem ter muito trabalho, aí eram capaz de protestar. Outra das empresas que iria gostar muito era a produtora de ovos, pois a maior parte das pessoas não dá doces por isso levam com ovos.
Mas o grande motivo pelo qual não se realiza uma vez por mês é o seguinte: uma pessoa tem de andar de uma casa para outra a pedir doces e chega ao fim e é capaz de ficar ligeiramente cansada. Enquanto que se realmente fosse um fantasma ou um zombie, não ficaria cansada, já que não se encontra vivo, ou no caso dos fantasmas podia voar.