Arquivo de Outubro, 2007|Página de arquivo mensal
Economia
Uma pessoa sabe que as suas aulas estão a ser bastante produtivas, ou pelo menos aparentam ser produtivas, quando chega ao fim de 90 minutos de economia e obtém uma obra deste gabarito no final.
Não sei se foi da matéria que estivemos a dar, se bem que é um bocado difícil que seja por causa da matéria, já que tivemos a aula toda a falar dos motivos que nos levam a não gostarmos do professor. Além disso, os motivos agora nem são o mais importante, o mais importante é que percebam que eu posso ser um outro Picasso.
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Uma boa sanduíche…
Finalmente consegui descobrir uma utilidade para se comer, para a comida (alimentos na generalidade) já eu tinha descoberto enumeras coisas que se podiam fazer com ela, mas comer sempre foi algo que nunca me provocou grande interesse, porque nunca vi qual era o seu grande objectivo, o propósito para o qual tinha sido criado esse hábito.
Estava eu muito bem da minha vida, a trabalhar bastante – pode não ser verdade mas vamos prosseguir e assim em vez de ser uma história verdadeira passa a ser uma fictícia – continuando, estava eu a suar de tanto trabalhar mas não estava a ser capaz de realizar uma tarefa. Não sendo capaz resolvi que o melhor era experimentar e ir preparar uma sandes para matar a fome devido ao meu tremendo esforço. Mas, qual não é o meu espanto, quando ao preparar a dita sandes consegui visualizar a resposta para o problema de tal forma, que aquilo foi como se de repente passasse uma folha a andar com as respostas (nesse dia não tinha consumido qualquer tipo de estupefacientes que me levassem a ver as folhas a andar, apesar de parecer o contrário).
Apesar de ter preparado a sandes, não foi o acto de a comer que serviu para algo, mas sim o acto de a preparar, ou seja, ainda não foi desta que descobri para que serve, mas tive tão perto de o descobrir. Quase que conseguia sentir as utilidades a chamarem por mim, sim, eu imagino que as utilidades da comida são capazes de produzir sons parecidos com o falar, no entanto não sendo capazes de produzir frases com lógica).
Fui roubado!
Neste momento encontro-me ligeiramente para o decepcionado, cansado também mas não existe qualquer relação entre os dois, a menos que consideremos que os dois são palavras, aí já existe uma certa relação de parentesco.
Encontro decepcionado porque descobri que ainda não foi este ano, que tive o privilégio de receber o Nobel da Paz. Já o espero à 16 anos e até hoje, por incrível que pareça, ainda não recebi nenhum (o Nobel da Literatura, esse já o recebi por duas ou três ocasiões e não é por isso que me encontro mais feliz).
É que eu não compreendo o motivo de ter eu ter ficado para trás em relação ao Sr. Al Gore. Se formos a ver bem, ele apenas nos disse que as alterações climáticas nos vão matar a todos e depois até fez um filme todo engraçado. Não me disse nada que eu não soubesse e acho que isso não contribuiu para a paz, pelo contrário, até fez com que eu começasse a bater nas pessoas por estarem a poluir o ambiente.
Agora se formos analisar o meu caso, eu não fiz nada que incentivasse a guerra (a não ser bater nalgumas pessoas mas isso foi tudo culpa do Sr. Al Gore), também não fiz nada para acabar com ela, isso é verdade, mas também uma pessoa não pode fazer tudo logo de uma só vez caso contrário é capaz de ficar um bocado para o cansadito.
5 de Outubro
Neste momento encontro-me a gozar os últimos minutos deste feriado e ao mesmo tempo a fazer a contagem decrescente para o fim-de-semana – não sei se deva fazer a contagem e logo de seguida comer umas passas, porque além de não ter passas em casa não sei qual o número que se come quando se vai entrar para fim-de-semana.
E como todos os feriados este também se festeja algo de especial, neste caso é a implantação da República Portuguesa em 1910.
Por breves instantes ainda pensei em contar a história deste dia, mas depois deduzi que toda a gente saiba o que se passou neste dia. A única coisa que podia acontecer era não saberem o significado da palavra “da”, já que todas as outras são extremamente fáceis.
Outros dos motivos para não contar a história, deveu-se ao facto dela ser bastante comprida (visto que tinha que contar mais de 700 anos de história até chegar aos nosso dias e pode parecer que não, mas era capaz de cansar um bocado escrever sobre tanto coisa e ao mesmo tempo, isto poderia tornar-se um bocado maçador, se é que ainda não se tornou).
Ficamos apenas na mente que hoje é mais um feriado e que, como tal, não devemos trabalhar muito. Para quem já não faz nada, é apenas mais um dia em que se quisermos podemos ligar a televisão e ver um bonito discurso por parte do nosso Presidente.
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