Arquivo de Setembro, 2007|Página de arquivo mensal

Convite

Finalmente, agora posso dizer que sou um ser importante. Não é que antes também não o fosse, mas agora posso dizer isso bem alto a toda a gente sem correr o risco de ser chamado nem de convencido ou maluco. Se bem que às vezes não vejo nenhum inconveniente em ser tratado como maluco, pois somos tratados com bastante simpatia e isso não acontece quando somos tratados como convencidos.
Eu penso que me posso achar importante, quando chego ao ponto de receber convites para ir ver um Porto X Boavista. Isso mesmo, não é para todos, isto de receber convites para ver jogos assim. Assim uma pessoa nem tem que se preocupar em ir para a fila e ficar à espera de poder comprar o bilhete. Só precisei de gastar o dinheiro na gasolina, mas um gajo desculpa o facto de não me terem vindo buscar a casa, mas não o facto de ter apanhado chuva.
Agora acho que é irrelevante vir para aqui contar como é que recebi os convites, não interessa saber se tive que pedir muito ao ponto de ter que me meter de joelhos e ter rasgado umas calças (que por sinal até eram bem giras), até porque ninguém se interessa por coisa dessas.

Pulseira nova!

Existem espectáculos que nos marcam de tal forma que a gente não consegue esquecer, mas também existem outros que só queremos esquecer. Ainda existe um outro grupo, o grupo daqueles que nós não queremos esquecer, mas esquecemos porque andamos a dar cabeçadas às paredes – coisa bastante interessante de se fazer, desde que seja uma boa parede.
Como não podia deixar de ser, este a que fui no sábado deixou marcas. Mas deixou marcas no sentido que fiquei com a garganta toda arranhada, de tal forma que até me custava a falar no dia seguinte.
O espectáculo até foi interessante (parece que era de dança ou qualquer coisa assim parecida), mas teve uma coisa de mau: eles (as) dançam bem, ou seja, se eles (as) dançam bem, eu passo a sentir mal ao ver que não danço nada. Não é que eu ainda não soubesse desse facto, apenas não é necessário andar para aí a dizer tal coisa a toda a gente.

Smile

Supostamente ontem eu era para vir aqui dar os meus parabéns a uma certa personalidade, mas como isso não se verificou, venho cá hoje e ainda venho a tempo. Já dizia alguém muito sábio que mais vale tarde do que nunca, ou seja, se não desse este ano dava para o próximo e em vez de dar parabéns pelos 25 anos dava pelos 26.
Para aqueles que não se recordam, ou simplesmente ainda não eram nascidos, ontem era o aniversário do smile.
Eu até era para vir para aqui contar a sua história, de como apareceu mas depois ao navegar por aí descobri que ontem também era o dia de falar à pirata. Até era engraçado mas como eu não sabia se também se tinha que escrever à pirata (coisa que devia constar no programa da escola), decidi que era melhor não contar história nenhuma.
Outros dos motivos foi as aulas já terem começado, o que quer dizer que não existem lá muitos motivos para andar por aí a falar de sorrisos – se bem que podia sempre falar à pirata já que a escola não interfere com isso.

O Despertar da Mente

Depois do filme que vi estes dias acho que finalmente posso dizer que sei o que é um óptimo filme. É que estas férias fartei-me de ver filmes, fartei-me no sentido que vi uma grande quantidade de filmes, sendo que alguns deles me marcaram bastante (e não estou a falar da marca que fiquei quando levei com a caixa do filme na cabeça).
Uma coisa que acontece com grande frequência quando se vê bastantes filmes, é apanhar com alguns que simplesmente dava vontade de pagar só para não ter que o ver outra vez (esses normalmente costumam ser os filmes que nos são emprestados para passar tempo).
Claro que como não podia deixar de acontecer, também vemos filmes realmente bons; filmes que chegamos ao fim e que vemos que nenhum dos segundos foi em vão. Um desses casos foi O Despertar Da Mente (no original Eternal Sunshine of the Spotless Mind). Esse sim foi um filme realmente bom, em que conseguimos perceber o óptimo actor que o Jim Carrey é; quase não se o reconhece, já que não o vemos numa actuação totalmente diferente ao habitual. O guião é do melhor, mas os actores escolhidos e as suas interpretações fazem dele apetitoso.
É um filme já de 2004, por isso não sei onde é que tinha a cabeça por não ouvido falar deste filme genial. Mas todos os filmes são eternos, podem ser recordados em qualquer momento…

325 minutos depois…

Depois do dia que hoje tive, acho que posso usar o título de cinéfilo. Se depois de ver 3 filmes não me chamam cinéfilo, não sei o que será preciso fazer para merecer tal nome. É que 3 filmes ainda ocupa uma parte grande do dia, e estes nem foram filmes gigantescos – os três totalizam 325 minutos – ainda é bastante porque se fizerem as contas vão verificar que corresponde a, aproximadamente, um quarto do dia.
Mas depois de me tornar um pseudo-cinéfilo, decidi perder a cabeça e para além de “O Vasquinho e Cª”, achei que o melhor a fazer seria ver um episódio das “Chiquititas”. Agora encontro-me aqui a pensar se vale a pena ter uma antena ligada à televisão, visto que apenas preciso dela para ver os filmes do DVD.
Claro que também me passou pela cabeça ir ali atirar-me da ponte, mas pensei melhor e vi que não grande ideia por três motivos:

  • A ponte mais próxima tem apenas metro e meio de altura e se me atira-se apenas rachava a cabeça.

  • Ainda tenho aqui em casa uns filmes que quero ver antes de pensar nisso.
  • Como é de noite podia cair pelo caminho e aleijar-me.